Caçula, mas nem tanto

A mais doce surpresa do Baianão 2020 vem de Ipiaú com gosto de poupa de fruta

Duas fundações, dois nomes, duas cidades, uma história. Caçula do Baianão 2020, o Doce Mel já tem muita história para contar. Este ano o clube faz sua primeira participação na competição com seu novo nome após a refundação em 2017. Porém, o representante de Ipiaú tem mais tempo de futebol do que parece.

O próprio escudo do clube explica. Atualmente tricolor, o brasão mostra uma data curiosa: 1984. Esta é a data da fundação do Atlanta, uma agremiação de Jequié que chegou a ser campeão da segunda divisão do Campeonato Baiano de 1987. O time disputou a elite baiana em 1988 e 1989, até o rebaixamento no último ano citado.

Evolução das espécies…

Após anos em inatividade, o até então Atlanta ganhou um patrocinador de peso. Sediada em Ipiaú, a empresa de poupa de frutas Doce Mel passou a patrocinar o clube, em 2009. Entretanto, sem conseguir voltar à elite, a empresa resolveu comprar o Atlanta em 2017, mudando o nome para Doce Mel. Depois de alguns problemas judicais, finalmente tudo foi reeditado. O velho/novo representante baiano mudou sua casa para Ipiaú e chegou até mudar suas cores para vermelho, amarelo e verde. Apenas em 2019 o atual escudo foi incorporado em definitivo.

Ex-atleta do Intermunicipal, técnico e agora presidente do clube de Ipiaú, Eduardo Catalão foi fundamental para o surgimento e acesso do Doce Mel. “Sempre fui apaixonado por futebol. Costumo dizer que é uma cachaça. Fui jogador da seleção de Ipiaú quando jovem. Segui na carreira de treinador e fui campeão no Intermunicpal. Neste tempo, surgiu o projeto Doce Mel. Queríamos um time no Campeonato Baiano. A região merecia. Iniciamos com o Atlanta, mudamos o nome e, graças a Deus, chegamos onde queríamos. Saindo da região de Feira, a Bahia só tinha o Conquista no Baiano. Agora estamos aqui representando também. Nossa diretoria não é remunerada, todos trabalham por amor”, disse Catalão.

Doce Mel foi campeão da Série B baiana em 2019 (foto: FBF / divulgação)

A pretensão atual, como esperado, é se manter na competição, para depois se estruturar e buscar novos desafios. Além do futebol profissional, o Doce Mel também mantem um projeto social na sua (nova) cidade. “Não trabalhamos apenas com o futebol profissional. Temos um projeto social há 10 anos, promovendo esporte em geral. E rendeu frutos. Atualmente temos sete atletas do projeto que estão integrados ao elenco principal do clube. Iremos estruturar o sub-20 em breve com a maioria dos atletas do projeto”, completa o presidente.

O elenco do Doce Mel tem sete atletas que vieram do projeto social de Ipiaú

Atual campeão da segunda divisão, o Doce Mel ainda não conseguiu a liberação para jogar no seu estádio, o Pedro Caetano, em Ipiaú. Pelo menos no primeiro jogo do Baianão, o clube jogara no Lomanto Júnior, em Vitória da Conquista, contra o Atlético de Alagoinhas, dia 26 de janeiro.

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