A base é tudo

Sempre acreditei que o futuro de qualquer clube de futebol sem um poderio financeiro é o investimento nas divisões de base. Em nosso estado, um nome tornou-se com todos os méritos sinônimo de sucesso no trabalho com os jovens talentos: Newton Mota.

No Bahia, ele foi o responsável pelo surgimento de feras como João Marcelo, Zé Carlos e Charles, todos campeões brasileiros em 1988. E no Vitória não foi diferente, revelando para o Brasil os craques Dida, Rodrigo, Vampeta, Paulo Isidoro e Alex Alves.

Ainda mais que o técnico do Bahia de Feira, Quintino Barbosa, o Barbosinha, jogou lenha na fogueira ao afirmar que o título baiano ficará com um time do interior caso a dupla Ba-Vi utilize suas equipes de transição.

Coincidentemente, nesta temporada, a dupla-Ba-Vi resolveu disputar o Campeonato Baiano de profissionais com seus times Sub-23. Até os treinadores não serão os principais. Do lado tricolor, Dado Cavalcanti, enquanto no rubro-negro o ex-zagueiro Agnaldo Liz.

São as chamadas equipes de aspirantes, de transição ou até mesmo o time B. Alguns desses atletas poderão ser promovidos ao grupo principal, caso despertem a atenção dos técnicos Roger Machado e Geninho, para a disputa da Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Copa Sul-Americana (no caso do Bahia) e Campeonato Brasileiro, agora em 2020.

Portanto, enfrentar os clubes do interior com seus times profissionais, mesmo que alguns não tenham uma qualidade técnica apurada, significa dar oportunidade aos jovens atletas de Bahia e Vitória para mostrar seu futebol e, quem sabe, cavar um lugar no time de cima.

Vai ser a disputa dos “velhinhos do interior” contra a garotada da dupla Ba-Vi. Que vai ser divertido, vai.

Em uma conversa com colegas cronistas esportivos ficou a dúvida se os presidentes de Bahia e Vitória irão cumprir a promessa de disputar o Baianão inteiro com os times Sub-23. Eu, particularmente, vou esperar pelos resultados.

Se a classificação para as semifinais e finais acontecer de forma natural, sem sobressaltos, o estadual pela primeira vez na história terá uma decisão com as equipes de aspirantes de Bahia e Vitória. Você aposta nisso? Como se fala no pôquer, eu pago para ver.

Ainda mais que o técnico do Bahia de Feira, Quintino Barbosa, o Barbosinha, jogou lenha na fogueira ao afirmar que o título baiano ficará com um time do interior caso a dupla Ba-Vi utilize suas equipes de transição.

Na contramão dos grandes da capital, alguns times do interior resolveram apostar em jogadores experientes como Magno Alves, Nonato, Marcelo Nicácio, Kanu e Rafael Bastos, entre outros.

Vai ser a disputa dos “velhinhos do interior” contra a garotada da dupla Ba-Vi. Que vai ser divertido, vai.

Copinha – O sonho de consumo das divisões de base de Bahia e Vitória – um Ba-Vi na decisão da Copa São Paulo de Futebol Júnior –  tornou-se realidade para os grandes gaúchos Internacional e Grêmio. Um Gre-Nal decidiu a última final, aniversário de 466 anos da capital paulista, o título da principal competição Sub-20 do país.

Campeão em 1974, 1978, 1980 e 1998, o Inter conquistou seu quinto título na Copinha. Já o tricolor gaúcho foi à final em 1991, perdendo o troféu para a Portuguesa de Desportos, do saudoso craque Dêner. Como previsto, os gremistas permanecem na fila e o Colorado manteve sua tradição na competição.

3 Comentário

  1. Parabéns pela coluna no site SHOW DE BOLA, Edmilson. Não lhe falta talento e visão, após mais de 33 anos de vida esportista, como repórter, redator e cronista. É uma pena que o campeonato baiano não esteja a altura do seu talento.

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